terça-feira, 28 de junho de 2016

POR QUE CRESCEM AS SEITAS E HERESIAS?







Quando pesquisamos sobre algumas seitas, tomamos conhecimento de muitos absurdos teológicos, graves erros histórico-geográficos, além dos péssimos exemplos de vida de muitos dos seus fundadores e líderes. O estudante da Bíblia, algumas vezes, fica perplexo indagando-se: será que os adeptos e seguidores não conseguem enxergar tamanhos erros? O que faz com que esses grupos continuem crescendo?
               A resposta a essas perguntas exige análise aprofundada sob vários aspectos relacionados ao surgimento e ao crescimento das seitas. Poderíamos falar do aspecto sociológico (compreendendo as seitas como um fator social), do aspecto filosófico (analisando a forma como seus líderes formulam seus pensamentos e os defendem), do aspecto bíblico (relacionando as seitas às profecias bíblicas), do aspecto espiritual (estudando a influência de Satanás através destes movimentos), do aspecto escatológico (reconhecendo que isto é um sinal dos últimos tempos) e do aspecto eclesiástico (verificando quais as brechas que permitem tal crescimento).
             Dentro do aspecto eclesiástico, queremos destacar de forma sucinta alguns fatores deste crescimento:
1.O excesso de tradicionalismo em detrimento de uma vida cristã genuína. Presos a uma religiosidade fria, formal e sem fundamento sólido, o cristão fica a mercê dos ensinamentos heréticos (Cl 2.8).
2.O mundanismo infiltrado nas igrejas, impedindo os crentes de terem uma experiência pessoal profunda com Deus. É interessante notar que os adeptos das seitas não se importam de serem criticados por seu comportamento radical - o que era normal para o cristão dos primeiros séculos da Igreja. Algumas igrejas, receosas se serem consideradas arcaicas e atrasadas, secularizaram o culto a Deus e cederam ante às pressões deste mundo, fugindo do padrão cristão(Rm 12.1,2)
3.A insatisfação de alguns fiéis diante do não atendimento às principais necessidades do cristão, principalmente em relação à afetividade e às questões sociais. As seitas não abandonam seus novos integrantes, ao contrário, considera-os, e têm grande estima por estes, dando-lhes até ajuda material (Hb 13.16).
4.      Ausência do verdadeiro amor fraternal, abrindo-se brechas para a acepção de pessoas. Isto afeta principalmente o espírito de união e cooperação - tão necessários à perfeita integração de cada membro no corpo de Cristo, que é a Igreja (Rm 12.10).
5.      A procura por novidades e modismos que trazem impactos doutrinários e comportamentais à Igreja. Algumas dessas novidades exploram principalmente o que é puramente visível. Representações e uso de imagens e símbolos com significados duvidosos infiltram-se no seio da Igreja fiel. Seitas como Nova Era, Espiritismo e grande parte das seitas orientais exploram o uso de objetos (Ex 32.4).
6.      Negligência na pregação e no ensino. Enquanto algumas igrejas evangélicas diminuem ou até eliminam os momentos de pregação e ensino bíblico, as seitas dedicam grande parte do tempo de suas reuniões à “orientação bíblica”, formando um exército de pessoas preparadas para desviar da verdade os incautos (II Tm 4.1-5).
7.      Conhecimento bíblico parcial, isolado e superficial. De posse deste tipo de conhecimento, o cristão não compreende as verdades bíblicas plenamente e não tem argumentos para defender-se das heresias. Quantos de nossos irmãos já leram toda a Bíblia? Quantos erros doutrinários surgem devido a essa compreensão parcial das Escrituras e das interpretações particulares do texto sagrado!(cf. II Tm 2.15).
Querido irmão! O cristão precisa estar firmado na Palavra de Deus e não em teorias, filosofias humanas, costumes e regras sem fundamentação bíblica. Devemos ler Bíblia e não apenas falar da Bíblia. Devemos ler livros da Bíblia e não apenas livros que falam da Bíblia. Procure compreender as principais doutrinas bíblicas, principalmente: a Doutrina da Trindade; A Doutrina do Espírito Santo(Paracletologia); a Doutrina da Salvação(Soteriologia); a Doutrina dos Anjos(Angelologia); a Doutrina das Últimas Coisas(Escatologia); a Doutrina Do Homem(Antropologia Bíblica) e do Pecado(Hamartiologia); e Doutrina da Igreja(Eclesiologia). Estas são as mais atacadas e deturpadas pelas seitas e heresias.
Compareça à Escola Dominical de sua Igreja! Leve seus filhos para aprenderem a Palavra de Deus!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

O CONTROVERSO DISCURSO DE PAULO EM ROMANOS 7.14-25




TEXTO
Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.
Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.
E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.
De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.
Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.
Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.
Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.
Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo.
Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus;
Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.
Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?
Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.
Romanos 7:14-25
INTRODUÇÃO
Esta passagem bíblica é uma das mais incompreendidas da Epístola de Paulo aos Romanos. Infelizmente, temos a prática de isolarmos um texto sagrado (muito comum na leitura homilética, na qual o pregador se detém apenas em um ou alguns versículos para elaborar o seu sermão). Este é um dos erros mais freqüentes na Hermenêutica Bíblica. O presente texto faz parte de um discurso de Paulo que se inicia no primeiro capítulo e culmina no capítulo oito. Sendo assim, Paulo está próximo do clímax de sua mensagem.  Vamos em poucas palavras analisar este conteúdo.

ANALISANDO OS VERSÍCULOS ANTERIORES
Em primeiro lugar, notemos que o Apóstolo está discorrendo sobre a nossa liberdade em relação ao cumprimento da lei. Nos capítulos anteriores, já fora dito que a justificação não tem base nas obras de lei, pois Abraão foi justificado pela fé, antes da circuncisão e antes da lei. Alguns achavam que mesmo assim, o cristão cumpri-la. Entretanto, Paulo argumenta e ilustra através da lei do casamento, que nós estamos mortos para o pecado e para a lei. Veja o versículo 6:  “Mas agora temos sido libertados da lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra”. Note que este mesmo “agora” reaparecerá no capítulo 8.1: Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.Ou seja, este “agora” é o tempo presente nas palavras de Paulo e reflete a nova posição que assumimos após justificados por Deus.
Nos versículos seguintes Paulo fala de um tempo passado, no qual ele ainda estava morto, pois ainda estava no pecado. Veja o final dos versículos 8, 9, 10 e 11.
Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, operou em mim toda a concupiscência; porquanto sem a lei estava morto o pecado.
E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri.
E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte.
Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou.
Romanos 7:8-11
Estava Paulo morto nos pecados “agora”? Ou ele está falando de um tempo passado, referindo-se à humanidade sem salvação? Veja o versículo 13: “Logo tornou-se-me o bom em morte? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte pelo bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno.”
Sim, o pecado operou a morte, mas “a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte” – disse Paulo no capítulo seguinte( Rm 8.2).
A partir do versículo 14 temos o “eu” do apóstolo como o “eu lírico” dos poemas que não pode ser confundido com o autor. Aqui Paulo usa o “eu” para referir-se ao conflito que acontece no interior do homem, mas no capítulo seguinte ele usa o “nós”. Usa os verbos “somos” “sabemos” e termina vigorosamente com as palavras mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores”. O “eu lírico” toma para si o sofrimento e o conflito, mas compartilha com todos os cristãos a sua vitória!
Passemos refletir sobre algumas partes deste texto.

VENDIDO PARA O PECADO
Paulo diz: “eu sou carnal, vendido para o pecado”. Estava Paulo vendido para o pecado? Ousaria alguém a receber orientação e epístola de um homem carnal e vendido para o pecado? Veja o contraste dessa declaração no capítulo seguinte: Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. - Rm 8.15

O QUE EU QUERO ISSO NÃO FAÇO, E ABORREÇO O QUE FAÇO
Em outras palavras, sou levado a fazer o que não quero e o que quero não consigo fazer. Note que Paulo está falando do que ela chama de “lei do pecado” ou “princípio que determina o que devemos fazer  "quando estamos sem a orientação do Espírito. Este argumento cabe a um cristão que já morreu para o pecado, visto que o pecado já não tem domínio sobre ele? Lembre-se dos ensinamentos do Capítulo 6. “não sirvamos mais ao pecado”(6.6)”o pecado não terá domínio sobre vós”(6.14).Logo se alguém está dominado pelo pecado, esse alguém ainda não recebeu a salvação. Veja o contraste no capítulo 8. 14: Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus.

PORQUE NÃO FAÇO O BEM QUE QUERO, MAS O MAL QUE NÃO QUERO ESSE FAÇO
É aceitável que um cristão seja assim? Praticando sempre o mal no lugar do bem?(Tg  3.10-12) Obviamente que não! Alguns usam este versículo para justificar suas fraquezas de caráter, seus vícios e comportamentos indevidos, como se não tivesse controle sobre si e sobre suas emoções, vontades e sentimentos. Mas Paulo mostra no capítulo seguinte que estão são os que andam segundo a carne e não segundo o Espírito. “e estes não podem agradar a Deus”, justamente porque não estão sendo orientados pelo Espírito, que tem no seu fruto um elemento chamado “temperança” ou domínio próprio (Gl 5.22). Portanto, este versículo não pode ser aplicado a um crente regenerado! Veja o contraste em Romanos  8.13: Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.

O PECADO HABITA EM MIM
Podemos ter ao mesmo tempo o pecado e o Espírito habitando em nós e nos guiando? Obviamente que não! E por que, mesmo tendo sido regenerado, podemos voltar a pecar? Porque estamos livres do “domínio do pecado”, mas não de sua “presença”. E pelo fato de ainda não termos sido glorificado, a carne guerreará contra o Espírito até o dia da redenção (Gl 5.16,17). Se cedermos às paixões da carne, voltaremos a ser dominados pelo pecado mas “os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões”. Portanto, façamos distinção entre natureza pecaminosa e pecado que nos domina(melhor ainda nos dominava)! Veja o contraste em Romanos 8.11 : “E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.”

MISERÁVEL HOMEM QUE SOU, QUEM ME LIVRARÁ DO CORPO DESTA MORTE?
Seria Paulo um homem miserável ou ele usou esta expressão para mostrar que o homem no pecado está num estado miserável e precisa da misericórdia de Deus? Lembre-se se misericórdia é “miseri” “cordis”: a miséria de outrem sentida no coração. Veja o contraste disso em Romanos 8.16,17: “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.”
Um herdeiro de Deus não é um miserável! Esta condição na Bíblia sempre se refere a um homem no pecado (Ap 3.17).
O cristão vence a morte e não a teme (Jo 5.24). O homem dominado pelo pecado sim. Este tem porque se preocupar, pois está sob condenação. Mas “nenhuma condenação há para os que não andam segundo a carne mas segundo o Espírito”- Romanos 8.1
Como seria bom se na divisão da Bíblia os versículos finais do Capítulo 7 ficassem unidos aos primeiros versículos do Capítulo 8 ! Vou mostrar os textos unidos:
Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?
Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.
Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.
Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.
Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;

O “eu lírico” de Paulo diz; “Quem me livrará?”. O apóstolo responde: “Cristo me livrou da lei do pecado e da MORTE”
CONCLUSÃO
Concluo dizendo que devemos tomar muito cuidado com as interpretações e comentários de textos isolados da Bíblia. A conclusão deste discurso é um dos “hinos” mais cantados da Bíblia, por alguns chamado de “Cântico de Vitória” o qual reproduzo nesta conclusão:
Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.
Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia;Somos reputados como ovelhas para o matadouro.Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.
Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.
Romanos 8:31-39

sábado, 16 de janeiro de 2016

QUEM PARTICIPARÁ DO ARREBATAMENTO?





A Palavra de Deus nos assegura que Cristo voltará. Esta Segunda Vinda se divide em duas etapas: o Arrebatamento da Igreja e a Revelação de Cristo em Glória. A primeira etapa também é conhecida como Rapto, e acontecerá num dia e hora que não sabemos. Como afirma o Hino Sacro, “é Fiel, Sua Vinda é certa, quando eu não sei”. Diante disso, precisamos saber, segundo a Bíblia, quem participará do Arrebatamento e a que se refere tal condição ou qualidade. 

Vejamos. Participarão do Arrebatamento: 

1.       OS SALVOS, os que foram resgatados pelo sangue de Jesus - Romanos 5.9; Apocalipse 5.9.
CONDIÇÃO PRIMÁRIA PARA SE ALCANÇAR O CÉU.

2.       OS SANTOS, os que se conservam imaculados diante da corrupção e contaminação deste mundo – Ap 22.14; Hb 12.14.
CONDIÇÃO QUE DISTINGUE E SEPARA OS PURIFICADOS DOS CONTAMINADOS PELO PECADO.

3.       OS IRREPREENSÍVEIS, os que mantêm sua integridade em meio aos que vivem dissolutamente – I Ts 5.23; II Pe 3.14.
CONDIÇÃO QUE APONTA PARA O CARÁTER CRISTÃO.

4.       OS OBEDIENTES, os que guardam e praticam a Palavra de Deus – Ap 1.3;3.10.
CONDIÇÃO QUE APONTA PARA NOSSO COMPROMISSO COM A PALAVRA

5.       OS VIGILANTES, os que estão atentos aos fatos e percebe que o dia está chegando – Mateus 25.13; I Ts 5.6.
CONDIÇÃO QUE APONTA A NECESSIDADE DE ESTARMOS SEMPRE ALERTAS.

6.       OS FIÉIS, os que mesmo diante da morte não negam o nome de Cristo – Ap 2.10.
CONDIÇÃO QUE PROVA NOSSA REAL FÉ NO SENHOR E NA SALVAÇÃO POR ELE CONCEDIDA, AINDA QUE SEJAMOS LEVADOS À MORTE.

7.       OS PRUDENTES, os que sempre têm consigo as armas e o sustento para manter-se de pé em meio às dificuldades – Mateus 25.9.
CONDIÇÃO QUE APONTA PARA A NECESSIDADE DE NÃO VACILARMOS E NÃO DESCUIDARMOS COM NOSSO PROCEDER.

8.       OS PACIENTES, os que perseveram até o fim e não desanimam – Tiago 5.7; Mateus 10.22.
CONDIÇÃO QUE PROVA NOSSA CONFIANÇA E ESPERANÇA NAS PROMESSAS, AINDA EU PAREÇAM TARDIAS.
9.       OS PREPARADOS, os que, no momento do arrebatamento, estarão prontos para subir e entrar nos céus– Mateus 22.12; 25.10.
CONDIÇÃO QUE DISTINGUE QUEM PODERÁ ENTRAR NO BANQUETE CELESTIAL.

10.   OS VENCEDORES, os que enfrentam e vencem no dia-a-dia a luta contra a carne, o mundo e o diabo – Ap 2:7,11,17,26; 3.5,12,21.
CONDIÇÃO QUE DISTINGUE OS VITORIOSOS NAS BATALHAS CONTRA OS SEUS INIMIGOS E QUE AGUARDAM A GLORIOSA RECOMPENSA NOS CÉUS!

O Pastor Daniel Rosa Dutra pertence à ADCOL. CONFRADERJ – 3197 ; CGADB - 70877

sábado, 7 de novembro de 2015

ORTODOXIA BÍBLICA - O CUIDADO COM A REVELAÇÃO DIVINA


Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;

E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.
biblia-luz



INTRODUÇÃO
Etimologicamente ortodoxia significa: "orto" - reto; "doxia" - fé, doutrina, opinião, crença comum. Ou seja, o que é reto, alinhado com a doutrina e a fé. Ortodoxo é uma expressão usada para fazer referência a algo rígido, tradicional, que não evolui, que é conservador, que não se adapta nem admite novos princípios ou novas ideias. É aquele que está em conformidade com os princípios tradicionais de qualquer doutrina.

Diante dessa definição, podemos dizer que a doutrina bíblica deve, em essência ser ortodoxa. O texto acima faz parte das palavras finais do apóstolo João no livro de Apocalipse, mas também faz parte do epílogo de toda a Bíblia. A recomendação é clara: não se deve acrescentar e nem tirar quaisquer palavras do livro desta profecia. Sendo assim, nosso cuidado como educadores e pregadores deve ser de não incluir e nem retirar da Bíblia nenhuma palavra, pensamento, doutrina ou revelação. A revelação está completa e perfeita!

Infelizmente, constantemente vemos pregadores criando, inventando, florindo, adornando em demasia suas mensagens, criando até nomes de anjos que a Bíblia não apresenta. Alegam estar fazendo conjecturas, analogias ou simples comparações,  mas o que vemos é uma inclinação aos desvios doutrinários ortodoxos da palavra revelada.

O mesmo acontece com escritores e ensinadores cujos livros vão além do ensino sagrado, por exemplo, ensinando que não devemos mais jejuar, que não precisamos orar e dizer "seja feita a tua vontade". Tais pessoas incorrem em sério pecado e receberão sobre si a condenação já determinada no próprio cânon das Sagradas Escrituras.

Precisamos aprender com o Mestre dos mestres que usou de simplicidade e naturalidade nas Suas palavras, sem contudo deixar de ser profundo e espiritual em Seus ensinos. Quando chegou na sinagoga de Nazaré, abriu o livro do profeta Isaías, leu e aplicou o texto sagrado(Lucas 4.16-22).

Que o Senhor tenha misericórdia de nós e que o Seu Espírito nos oriente para que interpretemos e apliquemos o texto sagrado com sabedoria, simplicidade e objetividade para que traga aos nossos ouvintes edificação, exortação e consolo sem palavras ilusórias ou adornos antibíblicos, que causam mais confusão do que iluminação dos mistérios revelados nas Escrituras.

Deus te abençoe, caro leitor!

OS IMPERATIVOS DA VIDA CRISTÃ




Há cristãos que pensam que por estarmos no tempo da Graça, não temos imperativos, ordenanças ou preceitos a serem cumpridos. Entretanto, observando o Novo Testamento, vemos várias recomendações que chamamos neste estudo de Imperativos da Vida Cristã.
• O IMPERATIVO DA EVANGELIZAÇÃO – Mc 16.15; Mt 28.19; I Co 9.16
• O IMPERATIVO DO AMOR FRATERNAL – Rm 12.10; I João 4.7-11; Cl 3.14
• O IMPERATIVO DO TRABALHO CRISTÃO – I Co 15.58
• O IMPERATIVO DO TESTEMUNHO CRISTÃO – Ef 5.1,2; I Co 11.1
• O IMPERATIVO DA ORAÇÃO – I Ts 5.17; Rm 12.12; Ef 6.18
• O IMPERATIVO DA VIGILÂNCIA – Mt 24.42; Mt 26.41; Mc 13.33
• O IMPERATIVO DO PREPARO ESPIRITUAL – Ef 6.13-17
• O IMPERATIVO DA ORGANIZAÇÃO ECLESIÁSTICA – I Co 14.33; Tt 1.5
• O IMPERATIVO DO MINISTÉRIO ECLESIÁSTICO – II Tm 2.15; I Tm 4.13; Js 1.8
• O IMPERATIVO PENTECOSTAL – Ef 5.18; At 9.17; At 2.4

segunda-feira, 12 de março de 2012

BREVE RESUMO SOBRE A LIDERANÇA DE NEEMIAS



Leitura: Neemias 6.3
Introdução
Neemias é um dos mais celebres exemplos de liderança que há na Bíblia Sagrada. Ele era copeiro do rei Artaxerxes Longimanus, cuja madrasta era a rainha Ester. Sacrificou sua vida no palácio para socorrer ao seu povo que após 100 anos de regresso à sua terra natal, apenas havia reconstruído o templo. Os povos inimigos aproveitavam-se de uma cidade completamente aberta aos ataques. Esdras era apenas um sacerdote que há 13 anos atrás havia, com a ajuda de Ageu e Zacarias a façanha de reedificar o templo. Neemias, no entanto era um governador com a autoridade do rei persa. Lado a lado trabalharam para restituir o culto a Jeová e um grande avivamento sobreveio naqueles dias, por volta do ano 445 AC.
NEEMIAS, UM LÍDER
Não é fácil liderar um povo na miséria e desprezo. As circunstâncias não eram favoráveis. O povo havia se desiludido com os profetas falsos, com os sacerdotes imundos e com reis idólatras.
O CARÁTER DO LÍDER CHAMADO NEEMIAS
ü Um homem de oração – o líder precisa depender de Deus
ü Um homem de coragem – o líder deve ter energia diante do perigo
ü Um homem de interesse genuíno pelo povo – o interesse próprio destrói o líder, o interesse pelo povo o enobrece
ü Um homem de visão – um líder sem visão não sabe aonde que chegar e será levado pelas circunstâncias
ü Um homem que planejava tudo com cuidado – a oração não anula o planejamento, e sim serve de base para o mesmo
ü Um homem de decisão firme – a indecisão deixa o líder à mercê da sorte e pode fazer com que os liderados sigam outro líder
ü Um homem de empatia – sentir o que os liderados sentem leva o líder a decisões mais precisas e adequadas a cada situação
ü Um homem imparcial – havendo partidarismo, sentimento faccioso, predileção não haverá unidade e o líder deve prezar pela unidade
ü Um homem que via os problemas com realismo – o líder espiritual não deve confundir fé com falta de realismo. Os problemas devem ser visto com realidade, porém as soluções são vistas por fé e pela fé
ü Um homem que aceitava responsabilidades – líder que foge de responsabilidades esta fadado ao fracasso

quarta-feira, 7 de março de 2012

O ADOLESCENTE CRISTÃO E AS AMIZADES


O ser humano é um ser gregário.

A adolescência e a juventude são as fases da vida nas quais os laços da amizade se intensificam, sendo comum encontrarmos nossos jovens rodeados de vários companheiros e amigos.

Você adolescente, precisa aprender a selecionar seus amigos!

Há amigos que são trevas (Sl 88.18), e você é luz (Mt 5.13-16); " comunhão tem a luz com as trevas?" (II Co 6.14).

Mas você pode dizer: mas eu só converso, não vejo nada de errado nisso. CUIDADO. "As más conversações corrompem os bons costumes" –I Co 15.33.

O que fazer então: afastar-se de todos os adolescentes que não são cristãos? Considerá-los nossos inimigos? Não! Jesus foi conhecido como amigo de pecadores (Lc 7.34), não por ter comunhão com o pecado que cometiam (II Pe 2.22), mas porque esta era a forma de leva-los à salvação (Lc 7.36-50).

Considere os três itens relacionados abaixo. Eles são elementos de uma verdadeira amizade:

1. COMUNICAÇÃO – comunicar significa participar, informar, avisar, transmitir. O processo de comunicação ocorre quando temos os seguintes elementos: emissor – canal - código – mensagem – receptor.

2. CONFIANÇA – confiar é creditar, é tornar familiar. A confiança mútua é impossível de ser medida, portanto, confiar plenamente, incondicionalmente só em Deus (Jr 17.5-10). É um perigo depositar confiança em quem não teme a Deus.

3. INFLUÊNCIA – influenciar é preponderar, predominar. Por sua vez, influir é inspirar, incutir.

Qual tem sido a tua posição em relação a teus amigos?

Como porta-voz da mensagem do evangelho, você deve usar todos os canais que estão à tua disposição para levar o teu amigo a Cristo. Assim escreveu Paulo, o apóstolo dos gentios: "fiz –me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns" – I Co 9.22.Fazendo isso você influenciará seus amigos.

Não há meio-termo: ou você influencia ou é influenciado. A influência muda nosso falar (Mt 26.72; Jz 18.3), nosso pensar (Gn 6.5), no agir (Ec 8.11,12). Portanto fuja dos amigos que só falam palavras torpes (Tito 2.6,8), dos que maquinam o mal (Sl 36.4; Pv 6.18) e dos que praticam o mal (Is 1.16,17; Sl 1.1).

Uma pergunta: JESUS FAZ PARTE DA SUA RELAÇÃO DE AMIGOS?

CRISTO É O NOSSO MELHOR AMIGO – Pv 18.24.

Abraão foi chamado amigo de Deus (Tg 2.23)

Ser amigo de Deus é ser inimigo do mundo, e amizade do mundo é inimizade contra Deus (Tg 4.4).

PARA MEDITAR:

Quando é que um adolescente ou jovem começa a beber e/ou fumar?

Não são os vícios o resultado de uma influência má e perniciosa?


Extraído da Apostila: A Vida do Jovem Cristão Hoje

Pb. Daniel Rosa Dutra